Deputadas, senadoras e representantes de movimentos em defesa dos direitos humanos realizaram nesta terça-feira ato pelo fim da cultura do estupro no Brasil.
Com faixas e cartazes e gritando palavras de ordem elas passaram pelo Salão Azul no Senado, pelo Salão Verde e pelo plenário da Câmara.
No plenário da Câmara, a deputada Luiza Erundina, do PSOL de São Paulo, afirmou que as mulheres querem ser respeitadas e que o silêncio que torna invisível os crimes de estupro no Brasil precisa acabar.
“Nós vamos continuar a luta, queremos respostas. Queremos reparação para toda e qualquer mulher vítima de violência dum país machista, dum país homofóbico, dum país que não respeita os direitos humanos. É pra isso senhor presidente que nós estamos aqui.”
O deputado Alan Ricck repudiou, em nome da Frente Parlamentar em Defesa da Família, todos os casos de estupro praticados no país.
“Obviamente que os homens de bem, os homens que defendem a família repudiam veementemente toda e qualquer violência contra a mulher.”
Durante a caminhada, a deputada Jô Moraes, do PC do B de Minas Gerais, defendeu a instalação de delegacias especializadas no atendimento a mulheres para que as vítimas não passem pelo constrangimento de serem consideradas culpadas pela violência sofrida.
Com informações da Rádio Câmara
